Iberdrola E Fundo Norueguês Investem Em Parque Eólico No Tâmega

Iberdrola E Fundo Norueguês Investem Em Parque Eólico No Tâmega

Expansão De Energias Renováveis No Norte De Portugal

A parceria de co-investimento em energias renováveis estabelecida entre a Iberdrola e o Norges Bank Investment Management registou um avanço significativo com a integração do projeto eólico do Tâmega. Localizado no norte de Portugal, este empreendimento possui uma capacidade instalada de 274 megawatts (MW), consolidando a estratégia de expansão de ambas as entidades na Península Ibérica. Com a inclusão deste ativo, a capacidade total dos projetos abrangidos por esta aliança estratégica ultrapassa agora a marca dos 1.800 MW.

O projeto do Tâmega já se encontra em operação comercial, marcando a continuidade de um plano de crescimento que já havia incorporado, no início do corrente ano, 646 MW de capacidade solar fotovoltaica em Espanha. Estes ativos solares foram integrados através dos projetos de Caparacena e Ciudad Rodrigo. A ambição da plataforma conjunta é continuar a crescer mediante a incorporação de novos ativos de energia limpa, com a meta definida de atingir uma capacidade total de 2.300 MW até ao ano de 2027.

Inovação E Impacto Do Projeto No Tâmega

Este investimento faz parte de uma colaboração estratégica de longo prazo, sustentada por um montante superior a 2 mil milhões de euros, focada em acelerar a eletrificação e a transição energética. O parque eólico do Tâmega, distribuído pelos distritos de Vila Real e Braga, representa um investimento total de aproximadamente 350 milhões de euros. Com uma capacidade de produção anual de 601 GWh, a energia gerada é equivalente ao consumo de cerca de 128.000 habitações, estando a produção já assegurada por um contrato de venda de longa duração.

Um dos aspetos mais inovadores desta iniciativa é a sua integração no Sistema Eletroprodutor do Tâmega. Ao combinar a energia eólica com a produção de três barragens já existentes, nasce na região o primeiro projeto renovável híbrido do país, unindo as fontes hídrica e eólica. Para otimizar a infraestrutura, o parque utiliza a ligação à rede já disponível em Ribeira de Pena, exigindo apenas a ampliação da subestação prevista para escoar a eletricidade produzida. A licença de produção para a construção deste que será o maior parque eólico em Portugal foi concedida pela Direção-Geral de Energia e Geologia.

Perfil Dos Parceiros Estratégicos

O Norges Bank Investment Management, que administra o fundo soberano da Noruega, gere ativos avaliados em cerca de 2,1 biliões de euros. A entidade possui participações em mais de 9.000 empresas globalmente, representando, em média, 1,5% das companhias cotadas no mundo e 2,5% das cotadas na Europa. A relação com a Iberdrola não é recente; o fundo norueguês é acionista da elétrica há mais de sete anos, detendo uma participação de aproximadamente 2,3%. Esta parceria direta em ativos renováveis surgiu como uma evolução natural desta relação de confiança.

Do lado da Iberdrola, a empresa afirma a sua posição como a maior do setor energético na Europa e uma das duas maiores do mundo em termos de capitalização bolsista. A aposta em Portugal é profunda, com investimentos em energias renováveis que superam os 2 mil milhões de euros ao longo das últimas duas décadas. A entrada do projeto do Tâmega, composto especificamente pelos parques Tâmega Norte e Tâmega Sul, reforça a presença da plataforma em território português e alarga o portefólio de ativos desenvolvidos em conjunto na Península Ibérica.

Esta aliança não se limita apenas ao mercado ibérico. Existe a possibilidade de a colaboração entre a Iberdrola e o fundo norueguês se estender a novas oportunidades de investimento em energias renováveis noutros mercados internacionais, seguindo a lógica de descarbonização e sustentabilidade. A hibridização de energias e a escala dos investimentos demonstram a tendência para projetos de maior complexidade técnica e impacto ambiental positivo, visando a estabilidade do fornecimento energético e a redução da dependência de combustíveis fósseis através de infraestruturas modernas e eficientes.