Douglas Ruas Define Novos Secretários E Planeja Reduzir Pastas

Douglas Ruas Define Novos Secretários E Planeja Reduzir Pastas

Nova Estrutura Administrativa No Rio De Janeiro

O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, apresentou oficialmente três nomes que integrarão o seu secretariado para a gestão que se inicia em janeiro de 2027. Durante a divulgação, o gestor enfatizou a intenção de promover uma reestruturação administrativa profunda, reduzindo o número total de secretarias para tornar a máquina pública mais eficiente e menos burocrática. Embora a quantidade exata de pastas a serem extintas ou fundidas ainda não tenha sido definida, Ruas assegurou que haverá uma redução significativa em comparação ao modelo vigente, buscando a otimização dos recursos públicos.

Entre as principais mudanças, destaca-se a nomeação de Maria Gabriela Bessa para a Secretaria da Casa Civil e Governança. Socióloga e gestora pública, Bessa já coordenava a equipe de transição e anteriormente esteve à frente da Secretaria Estadual das Cidades após a saída de Ruas para disputar a eleição. De acordo com o governador eleito, a Casa Civil terá uma estrutura mais enxuta, focando primordialmente na coordenação de projetos estratégicos e na integração entre as diversas pastas do governo. Ruas criticou modelos anteriores, afirmando que a Casa Civil era excessivamente inchada e concentrava muitas políticas públicas sob seu comando, o que será alterado na nova gestão.

Nomeações Estratégicas E Gestão de Inclusão

Outra nomeação relevante é a da vice-governadora eleita, Fernanda Louback, que acumulará suas funções com o comando da Secretaria de Políticas Inclusivas e da Mulher. Louback, que possui trajetória como empreendedora e vereadora em Niterói, tem forte atuação em pautas de inclusão e presidiu o PL Mulher em sua cidade. Além de sua experiência política, ela é mãe de duas meninas autistas, fator que reforça sua conexão com as pautas de inclusão social. Sua nomeação visa priorizar questões sociais e de gênero dentro da estrutura executiva do estado a partir de 2027.

Para a Secretaria de Planejamento, Gestão e Inovação, foi escolhido Anderson Monteze. Policial rodoviário federal e administrador público com mestrado em Controladoria e Gestão Pública pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Monteze possui vasta experiência na área financeira e orçamentária. Ele atuou como subsecretário estadual de Planejamento e Orçamento entre os anos de 2020 e 2023, durante as gestões de Wilson Witzel e Cláudio Castro. Nos últimos três anos, desempenhou a função de consultor-geral de Planejamento, Orçamento e Finanças na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), trazendo esse conhecimento técnico para a nova equipe.

Equilíbrio Fiscal E Segurança Pública

Além das nomeações, Douglas Ruas detalhou suas prioridades econômicas, destacando a necessidade urgente de equilíbrio fiscal para a viabilização de seu plano de governo. O governador eleito defendeu a aprovação de um projeto de sua autoria, que já tramita na Alerj, para a instituição de um teto de gastos estadual ainda este ano. O objetivo central desta medida é limitar o crescimento das despesas públicas, vinculando-as rigorosamente ao aumento das receitas do estado, evitando que os gastos superem a arrecadação.

Ruas argumentou que o déficit atual é resultado de despesas que cresceram em ritmo superior à arrecadação, citando o ano de 2023 como a última vez em que o orçamento estadual apresentou equilíbrio. Ele mencionou que, apesar de ter havido um aumento de receita superior a 20%, o problema residiu no fato de a despesa ter aumentado para além desse crescimento. Para ele, a disciplina fiscal é a única via para alcançar as metas propostas para a população fluminense e garantir a sustentabilidade financeira do estado.

No âmbito da segurança, o governador eleito confirmou a implementação de uma Secretaria de Segurança com comando unificado. Sob este novo modelo, tanto a Polícia Civil quanto a Polícia Militar ficarão subordinadas a um único secretário de segurança, seguindo a proposta apresentada durante a campanha eleitoral. Embora a estrutura tenha sido confirmada, os nomes dos responsáveis por essa área estratégica ainda não foram revelados. Ruas reiterou que a unificação visa otimizar a coordenação das forças policiais e a eficácia das operações de segurança no território do Rio de Janeiro, garantindo que as polícias atuem sob uma direção centralizada.